Escondido atrás desta janela,
vejo o mundo passar, já não sou mais poeta.
Espero sair dessa solidão.
Dessa angústia vazia, sem o teu perdão.
Caminhando sobre um asfalto marginal,
numa noite de dia das mães, penso...
Quão banal será seu sonho desacreditado?
Quão perversa será a esperança de nosso coração?
Sensível palhaço depressivo.
Escondido atrás desta mesa de botequim.
Embriagado de paixões eternas,
de beijos sonhados e proteção materna.
Escondido atrás desta janela
vejo meus amores passarem, continuo poeta.
Continuo na solidão.
Nessa angústia vazia, mesmo com teu perdão.
Gustavo Ribeiro Alves
09/05/1999
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