terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

DOIDIVANA


Nossa Cultura... Nossa Alma


APELOS

Um dia hei de escutar meu coração.
E entender que o que disse foi mentira.
Um dia o mundo vai saber que seu nome.
Me feristes com um passado sem perdão.

E agora volta a me tentar com seus apelos.
Suas maldades de mulher sem coração.
Se as mulheres não tivessem sentimentos.
Do que seria dos seus planos sem paixão.

Eu vou voltar no mesmo dia que chegar.
Se por acaso avistar meu velho calção.
Lembre que um dia a tempestade sempre passa.
Mas as dores sempre ficam guardadas no violão.

Ontem chorava relembrando os bons momentos.
De quando ria enquanto andava no corredor .
Sua voz rouca, seu cabelo embaraçado.
Tomando um trago e brindando nosso amor.

Graças a Deus já não sofro tais melindres.
De uma mulher que arrancou meu coração.
E que hoje insatisfeita vem dizendo.
Que o amor nada mais é do que ilusão.

Guga Ribeiro

NOITES VAZIAS

Quando abro a janela da tua casa,
Vejo a chuva cair sem emoção.
Vejo as plantas que eram lindas calmaria,
E hoje não passam de folhas secas no portão.

Um dia desses você disse que me amava.
Não entendia muito bem a implicação.
De que o amor nada vale enquanto dura.
E que seu valor só existe sem razão.

Enquanto durmo não esqueço do seu rosto.
Nem teu sorriso que revela ingratidão.
Sua alegria escondida entre seus olhos.
E sua dor agarrada ao coração.

Nunca te disse que eu também te amava muito.
Nunca te disse que por ti dei meu amor.
Que em meus sonhos só você que aparece.
Me dizendo o quanto doi a sua dor.

Eu te contei o melhor de meus segredos.
Do que vivemos e que um dia teve um fim.
Guardo no peito a esperança tão tardia.
De que um dia seu amor será por mim.

Muito Obrigado pelas noites que passamos.
E me desculpe pelos dias que cheguei.
Embriagado nas noites tão vazias.
Desnorteado com as ilusões que eu criei.

Se tu soubesses que de nada valeria.
Que de tudo que fiz nada restou.
Só a memória daquelas noites vazias.
Em que sonhava sob a luz do meu grande amor.

Guga Ribeiro