Beleza abstrata de nenhuma outra raça,
Deusa do armagedom.
Colírio obscuro, dos poros dos muros,
horizonte do mundo.
Queira não queira, não peça, requeira,
peça por favor.
Me engole, me cospe,
não goste de meu sabor.
Fruta gostosa, um pé de manga rosa que a vida plantou.
Se embora pra praia, se enrosca na areia,
onda que o mar levou.
Andaimes errantes, paqueras sinceras,
pequenas sequelas.
Germina a lua, clareia a rua,
lua toda nua.
Dúvida insegura, tremor da borbulhas,
eloquente paixão.
Musa dos maiores pintores, dos grandes escultores,
de meu coração.
Diva das divindades que o negro inspirou.
Babilônia secreta, suspensa no Jardim de Alah.
Gustavo Ribeiro Alves
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