Um dia as manchetes irão noticiar,
A criação de um novo muro.
Bem no meio do cérebro.
Os cientistas irão ganhar o Nobel,
Pela nova criação.
Ninguém vai precisar mais
De inibidores seletivos de recaptação de serotonina.
Nem de reguladores de neurotransmissores.
Porque esse muro artificial.
Será capaz de isolar tudo de ruim,
E deixá-los esquecidos em uma região.
Que ninguém será capaz de entrar.
Então os dias nublados vão acabar.
As noites de insônia vão desaparecer.
A arritmia descontrolada vai cessar.
Os bichos peçonhetos vão sair das paredes.
E como brisa de verão.
Você vai poder descansar.
E com a mente completamente vazia.
Vai poder saborear.
Sua bebida preferida.
Onde você quiser.
Guga Ribeiro
Vivo em um pequeno planeta, em uma galáxia chamada via láctea . Ainda quero conhecer os planetas das 4 bilhões de galáxias que o universo abriga. Não tenho muito tempo pra isso. Caminho na velocidade da luz. Os sonhos tem sido mais velozes e o amor me faz ter paciência pra esperar nosso disco voador.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
NADA MAIS QUE TU
Queria escrever alguma coisa bonita.
Queria escrever algo sobre você.
Mas palavras não são como o vento.
Que passa sem deixar vestígios.
Palavras são como marcas de batom.
Difíceis de limpar e de esquecer.
Não é o tempo.
Não são os lugares.
Na verdade é tudo que foi dito.
Foram os olhares, os sorrisos.
Foi a mão entrelaçada.
O abraço apertado e o beijo inesperado.
E todos os dias tudo se reescreve.
Trazendo a tona um novo dicionário.
Em que palavras se confundem com gestos.
E nós... Que não somos tolos.
Havemos de encontrar.
A mais pura beleza.
Daquilo que é dito.
Nas horas em que só o coração,
Permite saber.
Tal qual um poeta byroniano.
Não sabe que palavras.
Essas mesmas palavras.
Não cabem neste dicionário.
Portanto...
Não escreva nada.
Não procure nada.
Seja Tu.
Nada mais que Tu.
Guga Ribeiro
Queria escrever algo sobre você.
Mas palavras não são como o vento.
Que passa sem deixar vestígios.
Palavras são como marcas de batom.
Difíceis de limpar e de esquecer.
Não é o tempo.
Não são os lugares.
Na verdade é tudo que foi dito.
Foram os olhares, os sorrisos.
Foi a mão entrelaçada.
O abraço apertado e o beijo inesperado.
E todos os dias tudo se reescreve.
Trazendo a tona um novo dicionário.
Em que palavras se confundem com gestos.
E nós... Que não somos tolos.
Havemos de encontrar.
A mais pura beleza.
Daquilo que é dito.
Nas horas em que só o coração,
Permite saber.
Tal qual um poeta byroniano.
Não sabe que palavras.
Essas mesmas palavras.
Não cabem neste dicionário.
Portanto...
Não escreva nada.
Não procure nada.
Seja Tu.
Nada mais que Tu.
Guga Ribeiro
PRISIONEIRO
Não sei em que momento,
Meu olhar se perdeu em seus olhos.
E passei a descobrir,
Que existe alguma coisa diferente.
Que essa sensação era melhor que brincar com os amigos da escola.
Aprendi que esse olhar inocente,
Causava dor.
Pelo fato de que nem sempre a vontade,
Era recíproca.
Não, você não foi a primeira.
Também não foi a única.
E devo dizer, que talvez não seja a última.
Mas se acaso for.
Peço que me deserde.
Que me jogue de um despenhadeiro,
E que me enterre depois,
Em uma vala comum.
Como répteis que se adaptam a temperaturas extremas.
Que se mimetizam para sobreviver.
Eu...
Com todo maquinário moderno.
Me recuso a entender.
Que o que descobri na infância.
Viria a se tornar a minha prisão.
E por mais que esperasse o primeiro beijo.
Por mais que esperasse o verdadeiro amor.
De nada adiantaria.
Porque toda essa confusão.
Toda essa mistura de sentimentos.
Não iria desaparecer.
Porque um dia,
Assim como aquela menina da escola.
Eu encontrei você.
E então...
Meus dias passaram a ser diferentes.
Me tornei prisioneiro.
Daquilo que eu mesmo criei.
Guga Ribeiro
Meu olhar se perdeu em seus olhos.
E passei a descobrir,
Que existe alguma coisa diferente.
Que essa sensação era melhor que brincar com os amigos da escola.
Aprendi que esse olhar inocente,
Causava dor.
Pelo fato de que nem sempre a vontade,
Era recíproca.
Não, você não foi a primeira.
Também não foi a única.
E devo dizer, que talvez não seja a última.
Mas se acaso for.
Peço que me deserde.
Que me jogue de um despenhadeiro,
E que me enterre depois,
Em uma vala comum.
Como répteis que se adaptam a temperaturas extremas.
Que se mimetizam para sobreviver.
Eu...
Com todo maquinário moderno.
Me recuso a entender.
Que o que descobri na infância.
Viria a se tornar a minha prisão.
E por mais que esperasse o primeiro beijo.
Por mais que esperasse o verdadeiro amor.
De nada adiantaria.
Porque toda essa confusão.
Toda essa mistura de sentimentos.
Não iria desaparecer.
Porque um dia,
Assim como aquela menina da escola.
Eu encontrei você.
E então...
Meus dias passaram a ser diferentes.
Me tornei prisioneiro.
Daquilo que eu mesmo criei.
Guga Ribeiro
HOJE
Hoje acordei e não vi ninguém.
Abri a cortina e vi um céu nublado.
Coloquei a água do café para ferver.
E voltei a deitar.
Pensando em quase tudo que vivi.
E no que será daqui para frente.
Hoje acordei sem o relógio para despertar.
Pensei que talvez você pudesse ter me ligado.
Mas acho que nada disso importa mais.
Prefiro colocar o chinelo e molhar o pé na chuva.
Sem saber como vai ser o amanhã.
Hoje acordei mas não sonhei.
Não ouvi pássaros cantarem.
Não senti o sol entrar no meu quarto.
Não vi você do meu lado.
Vou para longe mesmo.
Caminhar sozinho e tentar me encontrar.
Lutando todos os dias contra a depressão.
Que sempre insiste em voltar.
Ainda mais nesses dias em que o mundo ,
Parece um faz de contas.
Nesses dias em que as estrelas não aparecem.
E que o amanhecer nada mais é
Que poeira ao vento.
Guga Ribeiro
Abri a cortina e vi um céu nublado.
Coloquei a água do café para ferver.
E voltei a deitar.
Pensando em quase tudo que vivi.
E no que será daqui para frente.
Hoje acordei sem o relógio para despertar.
Pensei que talvez você pudesse ter me ligado.
Mas acho que nada disso importa mais.
Prefiro colocar o chinelo e molhar o pé na chuva.
Sem saber como vai ser o amanhã.
Hoje acordei mas não sonhei.
Não ouvi pássaros cantarem.
Não senti o sol entrar no meu quarto.
Não vi você do meu lado.
Vou para longe mesmo.
Caminhar sozinho e tentar me encontrar.
Lutando todos os dias contra a depressão.
Que sempre insiste em voltar.
Ainda mais nesses dias em que o mundo ,
Parece um faz de contas.
Nesses dias em que as estrelas não aparecem.
E que o amanhecer nada mais é
Que poeira ao vento.
Guga Ribeiro
sábado, 7 de abril de 2018
DIALÉTICA
" É claro que a vida é boa.
E a alegria, a única indizível emoção.
É claro que te acho linda.
Em ti bendigo o amor das coisas simples.
É claro que te amo.
E tenho tudo para ser feliz.
Mas acontece que eu sou triste..."
Vinicius de Moraes
E a alegria, a única indizível emoção.
É claro que te acho linda.
Em ti bendigo o amor das coisas simples.
É claro que te amo.
E tenho tudo para ser feliz.
Mas acontece que eu sou triste..."
Vinicius de Moraes
SIGAM
Minha mãe me dizia
Que via quando a gente crescia
Enquanto estávamos dormindo
E ela podia ver o tamanho dos nossos pés.
Como está grande o pé da minha filha.
E do meu garoto também...
Como estão crescendo.
Só consigo me segurar em vocês.
Se não já tinha tombado.
Porque nada mais me importa nessa vida.
Pra mim nada mais me interessa.
Mas para vocês...
Sei que o mundo está apenas começando.
Preciso estar forte.
Para poder ser o alicerce de seus sonhos.
Para poder ser o alicerce da felicidade de vocês.
Ainda que mais tarde o mundo mude.
E tudo passe a ser como história de carnaval.
Rápida, intensa e inesquecível.
Porque quando eu partir...
Vocês saberão que o que ficou, ficou por vocês.
Assim como minha mãe ficou por nós.
Continuem caminhando forte.
Nunca olhem para trás.
Apenas sigam em frente.
Guga Ribeiro
Que via quando a gente crescia
Enquanto estávamos dormindo
E ela podia ver o tamanho dos nossos pés.
Como está grande o pé da minha filha.
E do meu garoto também...
Como estão crescendo.
Só consigo me segurar em vocês.
Se não já tinha tombado.
Porque nada mais me importa nessa vida.
Pra mim nada mais me interessa.
Mas para vocês...
Sei que o mundo está apenas começando.
Preciso estar forte.
Para poder ser o alicerce de seus sonhos.
Para poder ser o alicerce da felicidade de vocês.
Ainda que mais tarde o mundo mude.
E tudo passe a ser como história de carnaval.
Rápida, intensa e inesquecível.
Porque quando eu partir...
Vocês saberão que o que ficou, ficou por vocês.
Assim como minha mãe ficou por nós.
Continuem caminhando forte.
Nunca olhem para trás.
Apenas sigam em frente.
Guga Ribeiro
RALO
Tudo que vai para o ralo tem um destino.
Não interessa como entrou,
Não importa se queria.
Está lá.
E agora...
Vai descer.
Junto com os outros,
Que também entraram.
E se puder ao menos aproveitar o trajeto.
Sei lá....
Nas curvas do encanamento.
Na velocidade dos ângulos de 90 graus.
Ótimo...
Porque no final. ..
Vamos todos nós misturar.
Porque no fundo é tudo a mesma coisa.
Porque no fundo, bem no fundo dessa piscina de bosta.
É tudo criação Divina.
Fucking Crazy
Não interessa como entrou,
Não importa se queria.
Está lá.
E agora...
Vai descer.
Junto com os outros,
Que também entraram.
E se puder ao menos aproveitar o trajeto.
Sei lá....
Nas curvas do encanamento.
Na velocidade dos ângulos de 90 graus.
Ótimo...
Porque no final. ..
Vamos todos nós misturar.
Porque no fundo é tudo a mesma coisa.
Porque no fundo, bem no fundo dessa piscina de bosta.
É tudo criação Divina.
Fucking Crazy
VAMOS JUNTOS
Onde você está agora?
Onde está tocando a nossa canção?
Posso te preparar um drink?
Por que você me deu de ombros quando tentei te dar um beijo?
Por que você empurrou minha mão e disse para eu me afastar?
Sou eu baby, sou eu que estou aqui.
Calma...
Vamos juntos para casa hoje.
Ainda que a casa seja chão de Areia.
Ainda que o teto seja ar.
Vamos juntos para casa hoje.
Do jeito que der.
Só para você colocar na minha boca...
Aquele pedaço de carne que você fez para nós.
E depois me beijar com a boca engordurada
E com o copo de cerveja na mão.
Fico quietinho... Eu juro.
Porque o que mais me deixa apaixonado...
É que você...
É tão louca quanto eu.
Guga Ribeiro
Onde está tocando a nossa canção?
Posso te preparar um drink?
Por que você me deu de ombros quando tentei te dar um beijo?
Por que você empurrou minha mão e disse para eu me afastar?
Sou eu baby, sou eu que estou aqui.
Calma...
Vamos juntos para casa hoje.
Ainda que a casa seja chão de Areia.
Ainda que o teto seja ar.
Vamos juntos para casa hoje.
Do jeito que der.
Só para você colocar na minha boca...
Aquele pedaço de carne que você fez para nós.
E depois me beijar com a boca engordurada
E com o copo de cerveja na mão.
Fico quietinho... Eu juro.
Porque o que mais me deixa apaixonado...
É que você...
É tão louca quanto eu.
Guga Ribeiro
MEU ÚNICO LEITOR
O jornal de domingo de frente à porta.
E aí você levanta,
Depois de sacudir a cabeça
E se arrastar pelo corredor.
Pega... Deixa ali...
Enquanto se recupera.
E diferente das mulheres,
Que entram juntas com amigas no banheiro.
Você leva apenas noticias e classificados.
Enquanto lê, tenta esquecer desse mundo tão desprezível.
Pula as manchetes repetidas.
Para no horóscopo.
Lê ao menos a nova escalação do seu time.
E vai...
Lá mesmo, onde tudo se mistura em palavras.
Onde o sentido depende de você.
Em um lugar onde o real se mistura com o imaginário.
Onde emoção se mistura com poesia.
E lá você avisa:
"Olha menino... As pessoas te amam".
Mas você também sabe,
Como único leitor...
Que o amor...
Assim como os classificados,
Largados no chão do banheiro
Nunca serão lidos.
Irão forrar outros chãos,
Depois que o cheiro da água sanitária se espalhar.
Fucking Crazy
E aí você levanta,
Depois de sacudir a cabeça
E se arrastar pelo corredor.
Pega... Deixa ali...
Enquanto se recupera.
E diferente das mulheres,
Que entram juntas com amigas no banheiro.
Você leva apenas noticias e classificados.
Enquanto lê, tenta esquecer desse mundo tão desprezível.
Pula as manchetes repetidas.
Para no horóscopo.
Lê ao menos a nova escalação do seu time.
E vai...
Lá mesmo, onde tudo se mistura em palavras.
Onde o sentido depende de você.
Em um lugar onde o real se mistura com o imaginário.
Onde emoção se mistura com poesia.
E lá você avisa:
"Olha menino... As pessoas te amam".
Mas você também sabe,
Como único leitor...
Que o amor...
Assim como os classificados,
Largados no chão do banheiro
Nunca serão lidos.
Irão forrar outros chãos,
Depois que o cheiro da água sanitária se espalhar.
Fucking Crazy
quarta-feira, 4 de abril de 2018
MALANDRO
Tinha apenas dois contos de réis.
Na lapela, terno bordado.
No estômago, água de salsicha.
Descia a ladeira do óleo enlatado,
Da guarita perversa,
Do pesadelo de Sócrates.
Descia com seu malemolente gingado,
Com um sorriso escancarado,
Do novo cordão.
E do jantar oferecido à patroa.
Camarão, batata frita e feijão.
Tudo regado a mais pura cachaça.
Nunca teve dor de cabeça.
Mas teve muitas ressacas.
De linho importado
E chapéu na cabeça.
Desce o morro,
Desce...
Desce o morro malandro.
Guga Ribeiro
Na lapela, terno bordado.
No estômago, água de salsicha.
Descia a ladeira do óleo enlatado,
Da guarita perversa,
Do pesadelo de Sócrates.
Descia com seu malemolente gingado,
Com um sorriso escancarado,
Do novo cordão.
E do jantar oferecido à patroa.
Camarão, batata frita e feijão.
Tudo regado a mais pura cachaça.
Nunca teve dor de cabeça.
Mas teve muitas ressacas.
De linho importado
E chapéu na cabeça.
Desce o morro,
Desce...
Desce o morro malandro.
Guga Ribeiro
segunda-feira, 2 de abril de 2018
AMPULHETA
O garoto olhava os vitrais
E em seus olhos refletiam
Todos os seus sonhos.
Ele olhava o mar
E se jogava...
Sem medo, sem porquês.
O garoto andava assim...
Sem pressa de chegar,
Sem saber onde a noite iria terminar.
E quando amanhecia...
Começava tudo de novo.
Ele já sabia o que fazer.
Mas as cores começaram a mudar.
E o mar já não enfeitiçava como antes.
O garoto começava a ver seus sonhos
Cada vez mais distantes.
Ele começava a entender que a vida
Era como Castelos de Areia
Que se erguiam já sabendo que iriam tombar.
A areia da ampulheta começou a diminuir
E cada grão que cai...
Ecoa com um som cada vez mais forte.
E cada sacudida...
Nos envelhece ao menos dez anos.
O mutante homem interrogação
Não consegue captar nada diferente da realidade nos vitrais.
Sem ilusões e promessas falsas.
Ele caminha... Caminha...
Na mesma estrada que todos.
Com milhões de ampulhetas.
Esquecidas...
No Vale dos sonhos perdidos.
Guga Ribeiro
E em seus olhos refletiam
Todos os seus sonhos.
Ele olhava o mar
E se jogava...
Sem medo, sem porquês.
O garoto andava assim...
Sem pressa de chegar,
Sem saber onde a noite iria terminar.
E quando amanhecia...
Começava tudo de novo.
Ele já sabia o que fazer.
Mas as cores começaram a mudar.
E o mar já não enfeitiçava como antes.
O garoto começava a ver seus sonhos
Cada vez mais distantes.
Ele começava a entender que a vida
Era como Castelos de Areia
Que se erguiam já sabendo que iriam tombar.
A areia da ampulheta começou a diminuir
E cada grão que cai...
Ecoa com um som cada vez mais forte.
E cada sacudida...
Nos envelhece ao menos dez anos.
O mutante homem interrogação
Não consegue captar nada diferente da realidade nos vitrais.
Sem ilusões e promessas falsas.
Ele caminha... Caminha...
Na mesma estrada que todos.
Com milhões de ampulhetas.
Esquecidas...
No Vale dos sonhos perdidos.
Guga Ribeiro
DE VOLTA A TERRA DO NUNCA
A atual conjuntura política e econômica de nosso país, levando-se em consideração a estreita relação entre a máquina Estatal e as grandes corporações econômicas, vem passando por um processo de pseudomoralidade, sob a égide de normas e sobrenormas determinadas, notadamente, pela elite do poder judiciário.
Em contraponto a uma posição maniqueísta, julgando como principal diretriz, uma obsessiva intenção de execrar do nosso histórico sistema "Casa Grande e Senzala", apenas um determinado grupo político e sua principal liderança. Devemos considerar, em um primeiro momento, que a observância da lei, deve ser estendida a todos, independente de sua condição social e política. Todavia, tal fato não vem sendo observado, tendo em vista as principais decisões da suprema corte bem como dos pupilos do Capitão Gancho.
A questão crucial dessa discussão, não se esgota, única e exclusivamente, no campo político e ideológico. Trata-se de um antigo embate entre liberalismo econômico versus intervenção Estatal. Grosso modo, evidência-se uma relação direta entre os interesses internacionais, nitidamente dos principais holdings, trustes e cartéis e as forças políticas responsáveis pela atuação irrestrita destes em território nacional, acompanhada de uma política econômica que atenda suas principais demandas.
Não obstante, ao verificado em âmbito nacional, aliado a esse turbilhão à jato, verificamos uma total falência dos serviços públicos e um aumento assustador da violência e da desigualdade social. A chamada PAZ SOCIAL, talvez tivesse existido no " tempo que Dom Dom jogava no Andarai" ou, quando Copacabana ainda era uma " Princesinha" e não uma Rainha decadente, drogada e prostituída.
Amplos territórios controlados por grupos paramilitares, ligados à grandes cartéis de narcotraficantes e traficantes de armas, fazem parte da realidade de alguns Estados, principalmente do Rio de Janeiro. A visão de jovens portando fuzis e granadas, nas principais periferias e favelas cariocas, estão estampadas como um novo cartão postal. Estamos nos tornando a Medellin de Pablo Escobar, porém do século XXI.
A grande diferença é que aqui, na cidade maravilhosa, a verdadeira "Guerra de Guerrilhas" está apenas começando. Ainda não sequestraram políticos e seus familiares. Ainda não assassinaram Generais. Ainda não partiram para a "Guerra Total", amplamente divulgada por Goebels, durante a segunda guerra mundial. Embora o atual conflito já tenha alcançado os asfaltos e vitimado milhares de civis nos últimos anos, devemos nos atentar para o fato de que tal confronto irá se aprofundar e as hostilidades irão, inevitavelmente, recrudescer.
Como Dom João VI, acuado pela postura expansionista de Napoleão e pela pressão econômica exercida pela Inglaterra, prefiro deixar a antiga Capital Federal, deixando para trás toda mobília velha, todos os souvenirs, toda minha memória. E como uma nau portuguesa, repleta de filhos de Pedros, Juçaras e Isauras, buscamos mar à vista em outras cercanias globalizadas. Onde apenas o fato de poder dormir e acordar em paz, seja motivo para sorrir novamente.
Gustavo Ribeiro Alves
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