quinta-feira, 15 de março de 2018

TU

Ninguém me disse que não.
Também não disse... Talvez.
E como uma onda que arremessa um homem.
Arremessa um ser.

Que me disse que o querer,
Surpreende um ser capaz.
De entender e gostar do que não convém.
De gostar daquilo que nos é permitido.

E assim vamos descobrir,
O que a luz não consegue alcançar.
O que ninguém me disse ter certeza.
O que nos decidimos gostar.

E eu gosto, como uma fruta fresca.
Como o sabor de um beijo seu.
Como aquilo que se diz.... faz... Ao vento.
Como uma lua de um padre ateu.
Como uma rosa que desabrochou,
E nem sequer me perguntou
Para onde devo seguir.
E ainda que os espinhos machuquem
Ferida que não cicatrizou.
Quero descobrir que antes de tudo.
Que antes de um por do sol.
Reste ao menos a sorte, a vida.
De quem sempre me imaginou.

Guga Ribeiro