segunda-feira, 19 de agosto de 2013


Carta aberta à pós-modernidade

 

Rasgue  e jogue fora o que acabou de ler

O que de nada serve

Já que não digerem em nossos olhos bestiais

 

Descartável será a sua volta,

Seu cotidiano experimentado

Televisivos dispositivos

Microimplantados

em uma massa considerável de mercadoria.

 

São seres humanos, virtualizados?

Impreteríves  e audaciosos,

Fragmentos de micropoderes

Coisificados em vielas urbanas

Em necrópoles pós-modernas.

 

Cibernética desigualdade social

Frenética revolta

Organização, MST,

república socialista da fronteira.

 

Gustavo  Alves     2000.

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