Carta aberta à pós-modernidade
Rasgue e jogue fora o
que acabou de ler
O que de nada serve
Já que não digerem em nossos olhos bestiais
Descartável será a sua volta,
Seu cotidiano experimentado
Televisivos dispositivos
Microimplantados
em uma massa considerável de mercadoria.
São seres humanos, virtualizados?
Impreteríves e
audaciosos,
Fragmentos de micropoderes
Coisificados em vielas urbanas
Em necrópoles pós-modernas.
Cibernética desigualdade social
Frenética revolta
Organização, MST,
república socialista da fronteira.
Gustavo Alves
2000.
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