sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Impermeável

 Não entendo Mário 

Nenhum Andrade.

Nem era para entender.

Nem aquele que carrega em seu nome

A cruz do Nazareno

E o Souza dos cigarros. 

Entendo o b-a-ba do Jorge

Muito Amado.

A intensidade do Azevedo

O da face Caliban.

A loucura do Augusto

Dos anjos caídos.

Entendo o Dias

De índios guerreiros.

Entendo batatinha quando nasce.

E só recentemente entendi.

Que ela não se esparrama pelo chão.

Que espalha ramas pelo chão.

Que loucura!


Guga Ribeiro 

Nenhum comentário: