Somos altamente frágeis.
Brincamos todos os dias com a morte.
Somos altamente incapazes,
De rir em funerais.
Tiro, escrutínio, corredor.
Pano sujo atrás da porta.
Privada suja de rejeitos humanos.
Corda episcopal, "libertas quase serás tamem".
Pezinhos sujos de pedra sabão.
Tragos obsessivos, sermão da montanha.
Lacre pulverizado de lendas inúteis.
Unicórnios patéticos olhando a multidão.
Laço, domino, acuo, persigo.
Assim mesmo, como um doberman insaciável.
Lascivo, compulsivo, engraçado.
Nem tanto quanto pensam.
Melindrado, escabriado, cão sem dono.
Sem coleira, sem rumo.
Carne de pescoço mesmo.
Cão raivoso, cão sensível.
Mundo cão.
E assim terminamos de uma vez por todas.
O nosso existir.
Os nossos medos, dúvidas e inseguranças.
Os nossos prazeres pecaminosos.
Nossos ais, gemidos, gritos, sussurros, escárnios, enfim...
De tudo aquilo que convencionamos chamar de...
Vida.
Guga Ribeiro
Um comentário:
A sensibilidade do cão raivoso...
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