Enquanto a areia era molhada pelo vai e vem das águas, as conchas brilhavam e sua pele se misturava com o sol.
Eu forçava os olhos tentando te enxergar.
Seus pés marcavam a areia e eram apagados pelas ondas.
Sua luz se aproximava enquanto eu abria os olhos lentamente.
Você segurou a minha mão e caminhamos juntos.
Nossos passos sendo marcados e demarcados.
Nossa respiração sendo lembrada e esquecida pelos pássaros.
Nossas memórias e nossas histórias caminhando na mesma direção.
E assim se pôs o sol.
E assim se acalmaram as ondas, os dias e a vida.
Mas não o nosso amor.
Pelo menos não enquanto estivermos aqui, andando na mesma terra.
Que um dia irá nos abraçar e nos tornar únicos.
Como as ondas.
Como a areia.
Como tudo que existe.
Guga Ribeiro.
2 comentários:
Muito bom, como sempre!
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